Análise: Dying to Live

Kodak Black


A nova geração de rappers da Flórida vem cortejando controvérsias, não apenas por seus delitos legais, mas também por sua ininteligibilidade estética. Seu visual é uma mistura pan-racial de tatuagens faciais e dreadlocks multicoloridos, suas palavras são resmungadas, emoções auto-tunadas… repetição é fundamental (veja Gucci Gang da Lil Pump como exemplo).

Kodak Black é uma peça fundamental de sua cena. Sua reputação floresceu quando Drake postou sua música Skrt, uma balada de R & B, no Instagram e novamente quando Cardi B fez referência a sua faixa No Flockin em seu hit de 2017, Bodak Yellow.

Black elogia XXXTentacion neste álbum, o rapper que foi acusado de abusar violentamente de sua namorada antes de seu assassinato este ano. O próprio Black está aguardando julgamento por suposta violação, mas toma um tom de pregação no Testimony, dizendo que ele é “enviado por Deus … para transmitir essas mensagens”. É uma falha de ignição: os negros não têm a novidade ou a inovação que impingiu essa cena à proeminência.

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